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Exposição comemorativa

Banco de Lisboa, o legado do primeiro banco em Portugal

Venha conhecer a história do Banco de Lisboa, o primeiro banco em Portugal, e o seu papel na fundação da estrutura económica e financeira do país, através de uma mostra documental do Arquivo Histórico do Banco de Portugal.

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Bicentenário do Banco de Lisboa

Foto@2X

Uma mostra documental para conhecer o primeiro banco em Portugal

Instituído a 31 de dezembro de 1821, o Banco de Lisboa, primeiro banco a existir em Portugal, antecessor direto do Banco de Portugal, celebra o seu bicentenário em 2021.

Para assinalar este aniversário, o Banco de Portugal criou esta exposição de peças do seu património documental e museológico, de forma a trazer o público a contactar com a vida desta instituição, dentro do contexto e da conjuntura social e económica de Portugal no segundo quartel do século XIX.

A História espera por si!

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Parte I

A conjuntura

A presença de D. João VI e sua corte no Rio de Janeiro, decorrente das invasões francesas, bem como a ingerência britânica, favoreceram um ambiente político e económico, que promovia o descontentamento nacional. Os pronunciamentos militares de 1820, em agosto no Porto e em setembro em Lisboa, tinham como exigências o regresso do rei a Lisboa, e a instauração de um governo provisório que preparasse a convocatória de uma assembleia parlamentar cuja principal missão seria a elaboração de uma Constituição.

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Parte II

Os antecedentes

Portugal não acompanhou o movimento de criação de especializadas instituições bancárias que se verificou nas principais praças comerciais europeias, podendo-se considerar tardios os esforços que apenas tiveram a sua efetiva concretização em dois momentos com especial significado político: em outubro de 1808, com a criação do Banco do Brasil (na sequência da transferência do rei e sua corte de Lisboa para o Rio de Janeiro, no contexto das guerras Napoleónicas), e em dezembro de 1821, quando foi finalmente instituído o primeiro banco português, o Banco de Lisboa.

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Parte III

A fundação

Animados por um amplo consenso sobre a imprescindibilidade de um banco público nacional, os deputados às Cortes Constituintes iniciaram a 13 de dezembro de 1821 a discussão sobre a proposta de criação do banco que viria a adotar a designação de Banco de Lisboa.

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Parte IV

O funcionamento

A natureza institucional do Banco de Lisboa apresentava características semelhantes às de outros bancos privados criados na Europa na mesma época, com propósitos articulados por duas funções primordiais de serviço às necessidades do moderno Estado fiscal: amortização e gestão de títulos de dívida pública e emissão de notas de banco convertíveis, em benefício da eficiência da circulação monetária.

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Parte V

A crise

Nas sessões da Assembleia Geral do Banco de Lisboa realizadas em 1826 e 1827 começou a ser notória a preocupação dos principais acionistas perante as pressões do Governo para a abertura de um novo empréstimo e para a realização, através do banco, de pagamentos antecipados a diversos serviços da administração pública. Ficaram também patentes as dificuldades de tesouraria originadas pela procura de moeda-metálica a ser dada em troca de uma quantidade crescente de papel-moeda descontado, ao mesmo tempo que se constatava que o seu processo de extinção e de progressiva substituição por notas de banco estava longe de conhecer o desejado desfecho.

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Parte VI

O renascimento

Uma nova crise ocorrida em 1846, nas vésperas e no contexto de novas turbulências políticas, com a guerra civil da Patuleia, e o levantamento popular da Maria da Fonte, acabou por ditar o desfecho institucional esperado de reconfiguração das instituições bancárias e financeiras que levaria à fusão do Banco de Lisboa com a Companhia Confiança Nacional e à gestação do Banco de Portugal.